terça-feira, 9 de novembro de 2010

Aromaterapia e Parto

A importância das massagens com óleos essenciais durante o parto é conhecida há muitos séculos e há uma série destes óleos que poderão ser úteis durante o trabalho de parto, uma vez que fortalecem e aprofundam as contrações ao mesmo tempo em que têm um efeito analgésico e relaxante.



Antes de começarmos, algumas dicas práticas para você não errar na hora de escolher seus óleos essenciais:


1) Nunca aplique óleos essenciais puros sobre a pele. Eles sempre devem ser previamente diluídos em uma boa base, como um óleo de amêndoas de qualidade (puro e sem perfume) ou o óleo de rosa mosqueta.


2) Lembre-se de procurar óleos essenciais 100% puros extraídos das plantas (cuidado com essências sintéticas, que são meros perfumes e não possuem nenhum efeito terapêutico). Bons fornecedores de óleos essenciais geralmente apresentam na embalagem o nome botânico da planta da qual foi extraído o óleo. Perceba que eles devem ser armazenados em vidros escuros e bem vedados e que possuem um aroma bastante “concentrado”, lembrando muito o cheiro da própria planta.


Os dois óleos que parecem mais eficazes durante o parto são os de Jasmim e Lavanda. Eles são bem testados e conhecidos como verdadeiramente úteis. Por vezes recomenda-se o de Sálvia Esclaréia, mas já houve experiências atestando que algumas mulheres consideram sua ação forte demais, e as contrações resultantes um tanto violentas.


Os óleos de Jasmim e Lavanda oferecem vantagens ligeiramente diferentes, embora algumas de suas propriedades coincidam. Apesar de serem ambos analgésicos, o de Jasmim é um pouco mais eficaz para intensificar as contrações, abreviando, assim, o trabalho de parto. Algumas pessoas consideram seu odor penetrante um pouco enjoativo durante o parto.


O aroma puro e fresco do óleo de Lavanda talvez seja mais aceitável, e pode ser usado de várias outras maneiras além da massagem. Durante o trabalho de parto, o óleo de Lavanda reduzirá a dor e seu efeito calmante terá uma ação valiosa para o centramento e relaxamento emocional da parturiente. A Lavanda vem trazer equilíbrio e aconchego para o ambiente de parto, reduzindo a ansiedade e harmonizando as emoções.


A massagem é a forma clássica de aplicação de óleos essenciais durante o trabalho de parto. Lembre-se de sempre diluir os óleos em uma boa base vegetal antes de aplicá-los na pele (o óleo de rosa mosqueta ou um óleo de amêndoas sem perfume soa bases indicadas).


Compressas também podem ser úteis para o alívio das dores e aceleração do trabalho, já que ajudam os óleos essenciais a penetrarem mais rapidamente.


A parturiente pode também se beneficiar de um relaxante escalda-pés ou de um banho morno com os óleos essenciais indicados nas primeiras fases do trabalho de parto.


Uma aplicação bem simples e eficaz é preparar o ambiente com óleos essenciais, como uma forma sutil de relaxar e integrar a parturiente ao trabalho, bem como de receber com aconchego e afeto o recém-nascido. Os óleos já citados podem ser colocados em um difusor de aromas elétrico ou de vela, de modo que o calor disperse os aromas no ambiente.


Após o nascimento, pode-se usar o óleo de Jasmim para ajudar a expulsar a placenta de maneira rápida e sem problemas. A massagem é a forma mais indicada de aplicação neste caso.

Artigo escrito por Mônica Stange, que é aromoterapeuta, mãe da Olívia e uma grande amiga!!!
Conheçam mais sobre aromoterapia no site http://www.banhomaria.com/
Este artigo foi publicado também no site http://www.amigasdoparto.org.br/

6 comentários:

  1. Inês, tinha lido esse artigo no Amigas do Parto e adorei também!

    Muito bom pra gente usar nas doulandas durante o TP!

    Bjinhos

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  2. Inês, apenas uma correção: é aromAterapia.
    Uso há anos, maravilhosa!
    Durante o TP de Rudá tb foi muito utilizada, c/ óleo de Lavanda, delícia!

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    1. ai delicia de Bianca Lanu! aqui é a Maria Ábramo, bjo

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  3. Oi Ines, tenho utilizado sempre o de lavanda com massagem e na imersão...os resultados são maravilhosos...até para nós (as vezes tensas..rs)

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  4. Oi Inês! Há uma dose de óleo essencial para misturar com o óleo vegetal? Não consta aqui e eu tenho interesse em usá-lo. Grata.

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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